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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

4 lições que aprendemos com Oswaldo Oliveira

Esta expressão representa a minha alegria em descobrir o TORUS e tudo que aprendi no Empreenderse. Devo isso a Oswaldo Oliveira

Oswaldo Oliveira foi meu mestre em 2014 na Laboriosa89. Com ele, aprendi sobre rede, dualidade, infinitas possibilidades, abundância, princípios da Huna entre outras coisas. Ele falava, eu anotava e depois transcrevia. Adorava ouvir seu pensamento que fluía com abundância, repleto de ideias para desobstruir o fluxo. Oswaldo faleceu em dezembro do ano passado e continua sua missão em outra dimensão. Hoje, compartilho com vocês um texto sobre quatro de suas lições, publicado no blog da Social Good Brasil. 

"Ele foi economista por formação e um dos pioneiros no pensamento colaborativo no Brasil, mas não acreditava que uma pessoa fosse definida apenas por um cargo ou profissão — ou qualquer aspecto que se encaixe em um padrão. Em uma de suas participações no Seminário SGB, em 2014, ele se definiu assim: “O meu nome é Oswaldo, e eu faço o que eu posso.”

O Oswaldo acreditava que o poder das pessoas é infinito, e que todos nós temos uma experiência única para viver neste mundo. O que deixamos nesse mundo é a nossa experiência de ter vivido nele. Por isso, reunimos neste post nossa interpretação de 4 lições que aprendemos com ele.

1- O poder da inclusão e da diversidade

Cada ser humano é resultado de um conjunto de experiências únicas que cada um vive. E, se, cada experiência é um aprendizado, cada pessoa nova é um universo de conhecimentos e de possibilidades que você ainda não teve acesso. Pessoas com trajetórias e experiências de vida diversas trocando experiências juntas geram abundância de possibilidades — e é aí que aparecem as grandes ideias e os pontos de vista disruptivos e inovadores.

Pessoas juntas formam um sistema integrado, abundante e rico em recursos. Se isso for acionado em forma de rede, os recursos tornam-se infinitos, ao ponto de a gente abraçar uma ótica de abundância e de recursos ilimitados.

2 – Acredite na sua intuição

Toda a coragem de que precisamos está dentro do nosso coração. Nossa criatividade está ligada àquilo que desejamos lá no fundo. O que você quer, aquilo que sempre te atraiu é o que vai te dar energia para seguir em frente. A nossa atração é aquilo que mais vibra em nosso coração. Se a gente se guia pelas nossas atrações, a vida vai nos encaminhando para as experiências que precisamos viver. A intuição nos leva à evolução. Pense com seu o coração, e organize o pensamento com a mente.

Confiar em nossa intuição também significa ter plena consciência de que nossas atitudes são de nossa total responsabilidade. Você é seu próprio guru, seu maior mestre.

3 – Entenda seus medos

Para vivermos em rede, precisamos nos conhecer profundamente. Isso inclui entender o que nos causa medo e como reagimos a ele. O medo é um mecanismo de sobrevivência que vem do nosso lado mais racional. Ele pode ser importante, claro, mas também limita nossas experiências e nosso aprendizado. Por isso, é importante entendermos o que nos causa insegurança e viver mais experiências que nos levem a vencer esse medo. O medo cria a necessidade de controle e a gente tenta impedir a experiência de vida. O poder está em nós — não existe poder fora da gente.

4 -Uma escolha não é necessariamente uma renúncia

Desde pequenos somos treinados a fazer escolhas binárias: sim e não. Mas nem toda escolha é uma renúncia. Você não precisa excluir um mundo de possibilidades quando opta por um caminho — é só não pensar dessa forma. A vida é feita de ciclos, e nossas escolhas são temporárias. Quando deixamos de aprender ou ensinar em algum ambiente ou projeto, é hora de mudar. Quando um ciclo se encerra, todas as outras possibilidades do mundo estão ali para você. Inovar é quebrar a tradição e não ter medo de sair de um ciclo já conhecido."

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Reflexões sobre educação



O Singularity University Global Summit 2017, realizado em agosto deste ano nos Estados Unidos, tratou sobre o futuro dos negócios, da tecnologia e da humanidade. Compartilho com vocês as reflexões sobre educação e vida profissional:

1 - Ensinamos da mesma forma há cem anos. Sistema educacional é resistente a uma mudança disruptiva. Que tal conteúdo personalizado, com aprendizado interativo e aplicado?

2 - Nossas premissas sobre o mundo podem limitar nosso pensamento. E isso faz toda a diferença. 

3 - Organizações não mudam até que todas as pessoas mudem.

4 - Líderes exponenciais não tentam mudar o mundo. Eles tentam mudar a si mesmo.

5 - As instituições de ensino que existem hoje, em sua maioria, foram criadas com pressupostos de 60 anos atrás. O Ensino Médio é a chave para mudar todo o sistema educacional.

6 - O principal problema da educação é cultural. Há cem anos é igual. Muitos falam de customizar ensino para crianças, mas a chave é customizar ensino também para os professores. Um a um. Até a mudança ocorrer.

7 - O futuro da educação é "learning by doing" (aprender fazendo).

8 - Ser exponencial é atualizar e se atualizar de tudo constantemente.

9 - O Vale do Silício tem uma palavra para descrever fracasso. Chama-se experiência. 

10 - Hoje existe abundância de capital, conhecimento, habilidades e tecnologia. Não há desculpa para não fazer as coisas. Não há limites. A única limitação é a nossa convicção e comprometimento de simplesmente ir e fazer.

11 - Em poucos anos, todos trabalharão para aprender, em vez de aprender para trabalhar.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Erros e aprendizado



Vamos continuar a falar sobre erros. Compartilho mais alguns tópicos do texto de Alex Bretas sobre errar e valorizar os erros que cometemos, além de minhas reflexões sobre o assunto:

ERRAR É UM TAPA NA CARA 
"O erro nos faz perceber de maneira mais rica a realidade. O real tem uma força desmedida e incomparável. Nada se assemelha ao poder, que emerge na confrontação apreciativa da realidade, de enxergarmos o que é, e isso significa sempre dizer, o que está sendo. O erro é a sua mente, ou as concepções antigas dela, dando de cara com o real. Doloroso? Sim. Mas fundamental."

Minhas reflexões: Realmente é um “tapa na cara”, porque me obriga a olhar para o que está acontecendo verdadeiramente. Assisti a uma palestra que mostrou como a mente “mente” e isso é verdadeiro. Como desviar das concepções deformadas da mente? Primeiro, olhando além das aparências e enxergando os estragos que a mente, com todas as distorções, pode fazer em minha vida. Não é fácil, mas fundamental para prosseguir no aprender, desaprender e reaprender sempre.

TODO PONTO DE VISTA É A VISTA DE UM PONTO
"O que se considera 'errado' só é visto assim segundo determinado ponto de vista. Não nos esqueçamos nunca: a realidade é sempre vista por alguém. Certa vez, li uma história de duas pessoas que se encontraram pela primeira vez em um baile de máscaras. A “química” foi imediata e elas passaram a noite juntas. No outro dia, ao acordarem e conversarem, foram compartilhando suas histórias de vida, até chegarem a uma conclusão assustadora: eram irmãos. De repente, tudo que viveram foi absolutamente condenado no interior da mente de ambos, que nunca mais se viram. Terem vivido uma paixão foi um erro? Na cabeça deles, sim, e dos grandes. Mas só foi porque o caldo cultural com o qual elas foram banhadas desde o berço lhes dizia isso. Se começarmos a enxergar os erros a partir de diferentes perspectivas, cada qual com seus ingredientes culturais e históricos, talvez isso nos faça perceber que nenhum erro é total."

Minhas reflexões: Cada ponto de vista, ou seja, aquilo que foi visto por alguém, traz como bagagem a sua história de vida, as habilidades e desafios que utilizou, o contexto em que viveu na família, na comunidade, no país e no mundo, em cada momento histórico e cultural. Levando em conta o tempo cronológico, o CHRONOS e o tempo de cada um, o KAIRÓS, cada erro nos mostra um novo olhar para o que aconteceu e isso é vida que se renova.

HÁ BELEZA NO ERRO
"Provavelmente, você já se deparou com alguém falando sobre a técnica kintsugi, uma arte de cerâmica que utiliza ouro para reparar vasos quebrados. Vejamos o que a ceramista sul-coreana Yee Sookyong, adepta da técnica, diz a respeito: Para mim, um pedaço de cerâmica quebrada encontra outro pedaço, e eles começam a confiar um no outro. As rachaduras entre eles representam as feridas. O trabalho é uma metáfora da luta da vida, que faz das pessoas mais maduras e belas quando superam suas dores.

Conceitualmente, essa forma de arte aproxima-se do significado de wabi-sabi, uma visão de mundo de origem japonesa que afirma: “nada dura, nada é completo, nada é perfeito”. Em seu ótimo artigo sobre wabi-sabi, Jamie Brisick finaliza citando uma passagem do escritor e músico canadense Leonard Cohen: 'existe uma rachadura, uma rachadura em tudo. E é assim que a luz consegue entrar'."

Minhas reflexões: Realmente, quanta beleza existe em tudo que revela LUZ e SOMBRA em minha vida. A dualidade faz parte de tudo que faço e, quando consigo integrar os opostos, vem um sentimento de conexão, de aceitação e de entrega para aprender, errar, acertar e deixar fluir. Em tudo existe uma beleza oculta que, para ser descoberta, preciso olhar pelas rachaduras, pelas imperfeições. E este olhar é muito particular, muito meu, porque, se fosse o seu, iria revelar outro ponto de vista. E aí está a riqueza da diversidade que descobre infinitas possibilidades. 

ERRAR É HUMANO
"Na linha do que diz a definição de wabi-sabi, cometer um erro é a maneira mais fácil, e ao mesmo tempo mais contundente, de chamar a atenção para nossa impermanência, incompletude e imperfeição. Isso é um lembrete de humanidade pulsante. Nossa sede de acerto logo após errar, porque as pessoas humanas também acertam muito, é sim um reflexo do nosso ego, mas é, simultaneamente, nosso desejo de servir à sociedade, de contribuir para o bom funcionamento do universo. Que tenhamos presença de espírito para, na ânsia de querer acertar, não condenarmos o erro, porque é ele que nos lembra, imediatamente, do quão humanos somos. E, sendo humanos, inconclusos por excelência, que saibamos nos ajuntar com outras pessoas para nos completar, e que tenhamos bom-humor para aceitar a existência, impossível de ser corroída, do erro em nossas vidas."

Minhas reflexões: A minha vida é uma eterna impermanência, porque tudo está em movimento e em constante transformação. Não vou deixar que o erro, que faz parte do meu caminho de aprendizado, me bloqueie, me impeça de caminhar. Quero aprender a caminhar com mais leveza, quero seguir minha intuição e não me punir, nem sentir culpa quando errar. Muitas vezes, quando eu erro, estou acreditando, naquele momento, no que estou fazendo. Passado um tempo, quando vejo as consequências daquela minha ação, tenho um novo olhar para o que aconteceu e começo a enxergar novas possibilidades, diferentes das que havia escolhido. E, tudo bem, eu me transformo, amadureço e adquiro mais sabedoria para lidar com a vida neste caminhar de aprendizado não-linear.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Errar é aprender


Nesta semana, compartilho um dos tópicos do texto de Alex Bretas sobre errar e valorizar os erros que cometemos. Confira também minhas reflexões sobre o assunto:

ERRAR É APRENDER
"A forma mais ridiculamente evidente de começar um texto sobre erros é dizer que todo erro pode se desdobrar em um aprendizado. Porém, eu entendo que todo erro já é um aprendizado. Ao sermos capazes de identificar algo como “errado”, seja um erro nosso ou fora da gente, a percepção se transforma. Quando a percepção se transforma, ampliamos nosso terreno conhecido, isto é, aprendemos. Ainda assim, se vamos de fato implementar as consequências daquilo que aprendemos ao errar, ou se vamos insistir na atitude errada, cabe a nós decidir."

Minhas reflexões

Errar, identificar, entender o erro e analisar suas consequências já é um grande aprendizado. Só que hoje, ao fazer esta reflexão, tentei fazer o exercício de falar em primeira pessoa e sabe que não é fácil? 

Me peguei várias vezes voltando a utilizar o “nós” ou “a gente” de forma automática e fazia o caminho de volta. É muito mais fácil usar o ‘nós” do que o "EU". O eu é muito pessoal, expõe, desnuda e me mostra por dentro. E aí novamente aparece o medo, o medo que bloqueia e que impede de caminhar.

Por que então alimentar o MEDO que é o que bloqueia o processo do aprender na vida? Porque o medo ajuda que as pessoas e situações me controlem. Ele bloqueia o meu protagonismo, a minha autonomia e a minha liberdade de fazer escolhas a partir de quem verdadeiramente sou.

Para perder o “medo de errar”, preciso expressar o que sinto, desconstruir crenças e obter a minha permissão interna de continuar errando e acertando, mas aprendendo mais e mais. 

Isto me associa imediatamente ao conceito de “problema”, pois onde existe um problema aconteceu um erro, ou seja, alguma necessidade deixou de ser atendida. 

Quando as pessoas da minha geração - Baby Boomers - falavam em problema, imediatamente vinham ideias negativas na cabeça como dificuldade, sofrimento, porque entrávamos no “drama” e na posição de “vítima” muito facilmente.

À medida que fui vivendo, fui me desconectando desta crença porque comecei a perceber que a cada problema, a cada erro, eu crescia. Comecei a fazer foco no que eu ganhava de conhecimento e de experiência, e aquilo me fortalecia e me estimulava a prosseguir.

Fui aprendendo a conversar com os meus medos. E estes medos aparecem em vários aspectos de minha vida, porque foram sendo construídos por vários grupos sociais dos quais fiz parte: família, escola, religião. E nesta conversa interna, percebi que as pessoas, de forma consciente ou inconsciente, foram nos passando aquilo que receberam, acreditando que estavam fazendo o seu melhor. Portanto, aqui não cabe julgamento.

Só que chegou um momento que ganhei consciência de que eu sou o ponto de partida para que as coisas mudem, que eu posso escolher agir diferente daquilo que é considerado padrão. Eu posso escolher algo que faça sentido pra mim e me desligar deste piloto-automático que me levava às mesmas atitudes como se a vida ainda estivesse acontecendo no passado e não no momento presente. A sensação era de que o controle da minha própria vida não estava comigo. 

Só que o nosso caminho é único, pois cada um tem sua história de vida. Alguns medos venci mais facilmente, outros demoraram mais. E continuo nesta luta continua para não me perder de mim ao fazer escolhas alinhadas com quem eu sou e não com os medos que recebi e que continuo aprendendo a desconstruir no caminho da vida.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

"As crises são o melhor momento para conhecer a si mesmo"



Participei do Festival de Cultura Empreendedora, na semana passada. Compartilho com vocês a reportagem do site da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios sobre a minha palestra "Vença a Si Mesmo", que tem como tema o autoconhecimento:

O autoconhecimento é uma ferramenta chave para um empreendedor ser bem-sucedido, pois é a partir de seus próprios valores que ele será capaz de construir um negócio que lhe inspire diariamente. Essa é a opinião da educadora Jamile Coelho, fundadora e diretora do Espaço Educacional, uma das palestrantes do Festival de Cultura Empreendedora, realizado nos dias 19, 20 e 21 de outubro. O evento, organizado por Pequenas Empresas e Grandes Negócios, Época NEGÓCIOS e Valor Econômico, reúne palestras, workshops e apresentações culturais sobre o mundo dos negócios.

“Quando conseguimos conectar aquilo em que estamos trabalhando com o que verdadeiramente somos, estamos realizando nosso propósito individual e coletivo”, afirmou Jamile, nesta sexta-feira (20/10).

Entretanto, ainda que seja um recurso importante, conhecer a si mesmo e descobrir quais valores e razões nos movem não são tarefas tão simples. Segundo a educadora, conforme a vida vai acontecendo e pessoas e experiências vão surgindo, é praticamente impossível se desvencilhar de influências externas e não se perder em projetos que não nos motivam. É por isso, ela argumenta, que o autoconhecimento é um trabalho que exige uma vida inteira de dedicação.

Para Jamile, o momento mais oportuno para se conhecer ocorre durante as situações de crise e de caos. “No decorrer da vida, nós passamos por crises. Elas nos ajudam a renascer e a entrar em contato com nós mesmos, ampliando nossa maturidade e nos ensinando os reais valores e os propósitos de vida nos quais acreditamos. A crise é um desafio que nos propõe um resgate de quem realmente somos”, diz Jamile.

É por isso que momentos de crise são tão importantes para empreendedores, pois é a partir deles que os empresários são relembrados de suas missões, valores e princípios.

Perfil de empreendedor

Segundo Jamile, para se atingir o autoconhecimento, o indivíduo também deve aprender qual é seu perfil cognitivo. O perfil cognitivo engloba características como estilo de aprendizado (visual, auditivo e sinestésico), estilo de raciocínio (hemisfério esquerdo ou direito do cérebro) e comportamento (organizado, lógico, interativo e habilidoso) e de inteligência múltipla (linguística verbal, lógico matemática, sonora musical, cinestésico corporal, intrapessoal, interpessoal e naturalista).

Não existe apenas uma combinação de características que defina o perfil empreendedor. “Há diferentes tipos, mas eles normalmente apresentam um caráter habilidoso muito forte, que é não querer exercer funções tradicionais e habituais, e sim criar o próprio jeito deles. Além disso, grande parte deles tem o estilo sinestésico de aprendizagem, que é querer botar a mão na massa para executar processos”, afirma Jamile. Para ela, desenvolver habilidades interpessoais, ou seja, de ouvir o outro, também é uma característica importante.

“É essa diversidade de perfis e pessoas que possibilita que tenhamos diversidade, que criemos espaços para diferentes ideias”, diz.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A ferramenta de autoconhecimento que pode te levar ao sucesso



Na próxima sexta-feira (20), estarei no Festival de Cultura Empreendedora com a palestra VENÇA A SI MESMO, às 14h15. O evento será realizado no CO.W Berrini (R. Jaceru, 225 - Vila Gertrudes, São Paulo). Confira a reportagem sobre a minha participação, publicada no site da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios: 

Jamile Coelho, fundadora e diretora do Espaço Educacional, explicará a importância do autoconhecimento no Festival de Cultura Empreendedora

Antes de descobrir a sua verdadeira vocação empreendedora, é preciso que se tenha autoconhecimento. E isso vem com aprendizado. Para o perfil cognitvo, existem três maneiras de adquiri-lo: visual, auditivo e sinestésico. Nesta palestra, conheça a ferramenta de autoconhecimento que já colaborou com a vitória de milhares de pessoas.

A primeira edição do Festival de Cultura Empreendedora, iniciativa dos três veículos da Editora Globo especializados em economia e negócios - Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Valor Econômico e Época NEGÓCIOS - será realizada nos dias 19, 20 e 21 de outubro.

O evento trará palestras, debates, workshops e mentoria para uma plateia formada por empreendedores. A novidade principal está no fato de as discussões serem acompanhadas da apresentação de filmes, peças de teatro, exposições e stand up comedy.

Participe!

Informações e ingressos em:

domingo, 1 de outubro de 2017

Vale da Morte



Fiquei encantada com a lucidez e a capacidade de chegar ao âmago da questão de Betânia Tanure ao escrever o artigo "Vale da Morte". Resolvi fazer uma síntese com foco na forma como ela sugeriu percorrer esse vale, o caminho de mudança frente a crises, que todos nós passamos na vida pessoal e profissional, em determinados momentos de nossas vidas.

Acabei de ler o livro "A Arte da Aprendizagem Autodirigida", de Blake Boles, e me marcou muito a forma simples e didática do autor ao mostrar prisões e chaves que existem na maioria das situações que vivemos.

Portanto, pretendo unir as duas ferramentas que podem nos auxiliar a entender e atravessar o “vale da morte”, quando as mudanças precisam acontecer e não podem esperar mais.

Como percorrer o “Vale da morte” em uma situação de crise para atravessá-lo com a necessária agilidade e ajudar os que o cercam?

FASE 1- NEGAÇÃO

Prisões: Falta de coragem para encarar o problema

· Ignoram-se os problemas ou o tamanho e a complexidade deles;

· Foca-se no passado;

· Justificam-se as dificuldades.

Chaves: Dados de realidade

· Muna-se de informações, confronte e mostre a realidade;

· Detalhe as consequências de não mudar;

· Ofereça exemplos de quem não se mexeu e morreu.

Postura do líder: “ Pulso firme e mão pesada”

FASE 2 – RESISTÊNCIA

Prisões: Foco no espaço- problema

· Pessoas iradas ou em depressão;

· Colocam a culpa no outro;

· Ignoram os instrumentos oferecidos para a resolução de problemas;

· Não conseguem enxergar o que acontece.

Chaves: Empatia e acolhimento

· Ouvir empaticamente: as manifestações raivosas, as lamentações;

· Minimizar as perdas, sempre que possível, sem ignorar que elas sempre existirão;

· Reconhecer a existência desta etapa;

· Drenar os sentimentos de raiva e tristeza e abrir espaço para a nova fase.

Postura do líder: “Ouvir empaticamente e acolher”

FASE 3 – EXPLORAÇÃO

Nasce um novo espaço a ser explorado:

Prisões: O velho ainda não morreu e o novo não nasceu.

· Deslocamento do espaço-problema para o espaço-solução;

· A energia ressurge , mas de forma desorganizada, quase caótica;

· Surge uma multiplicidade de iniciativas, muitas vezes não alinhadas e sem força de sustentação para a nova etapa.

Chaves: Prioridades, energia direcionada.

· O foco tem que ser em metas de curto-prazo;

· Direcionar esforços;

· Energia para contribuir na construção de um novo ciclo

Postura do líder: “Liderança diretiva para estabelecer prioridades e para orientar a energia produtiva”

FASE 4- COMPROMISSO

· Momento certo para construir um novo propósito que magnetize as pessoas;

· A visão é de longo prazo.

· A liderança deve ser situacional no sentido de reconhecer cada fase, agir considerando-as, sem ignorar os valores que realmente importam.

Postura do líder: “Identificar fase a fase onde está você, seu liderado, sua empresa, seu colega ou mesmo seu chefe está”.

Esta competência do líder os ajudará a percorrer mais rapidamente o vale da morte para que o novo ciclo seja construído.