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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

3 benefícios da aprendizagem colaborativa


Novas tecnologias fazem com que o processo de aprendizagem se torne mais diversificado para alunos. E as plataformas de social learning (aprendizagem colaborativa) são parte dessa educação de nova geração. Confira os benefícios da prática, no texto do retirado do site Porvir

Já faz algum tempo que os alunos descobriram as maravilhas da Internet. Os professores continuam lutando contra cópia e cola dos artigos da Wikipedia e das redações do Yahoo! Respostas. Por outro lado, os alunos mantém contato com seus educadores através de blogs e adoram videoaulas no YouTube que explicam os complexos problemas matemáticos. A conclusão, não propriamente chocante, é que se existe alguma dúvida ou problema, a solução muito provavelmente se encontra on-line.

O desafio nesse enorme banco de dados é descobrir um lugar que não só satisfaça as necessidades comuns dos alunos, mas também garanta a qualidade do conteúdo encontrado e a fonte educacional dele. Um lugar que una os alunos, os professores e todos os entusiastas da educação e proporcione um ambiente onde eles podem, livremente, compartilhar seu conhecimento e habilidades. Graças à gamificação disponível em muitas redes (por exemplo Khan Academy), os alunos podem estudar e resolver exercícios enquanto ganham emblemas, competem uns com os outros e são reconhecidos pela comunidade pelo bom trabalho que fazem.

A chave é uma comunidade ativa e engajada, uma multidão (crowd) que adiciona esse fator social à aprendizagem e cria… social learning.

Benefícios

1. Eficácia através da conversa assíncrona

Novas tecnologias fazem com que o processo de aprendizagem se torne mais diversificado. Os alunos já não precisam adquirir conhecimento enquanto estão sentados em uma sala de aula. Redes sociais e digital learning fazem com que os métodos de aprendizagem se reinventem e os alunos fiquem sem limites em termos de lugar e hora em que podem estudar.

Graças a esses novos ambientes de estudo, eles podem se engajar em discussões sobre soluções de matemática (onde muitas vezes não existe apenas uma maneira de chegar à solução), discutir exercícios de química ou física ou debater alguns acontecimentos históricos com os alunos de todo o país, conhecendo novos pontos de vista e… novos amigos. Isso pode – e está acontecendo – mesmo quando a interação é assíncrona.

2. Confiança através da colaboração com os colegas

Muitos estudantes simplesmente gostam de ajudar os seus colegas com as dúvidas escolares. Alguns sacrificam o seu tempo livre para explicar matérias difíceis a outras pessoas porque sabem que dessa forma memorizam melhor o material e ao mesmo tempo sentem satisfação pessoal. Ensinando os colegas, usuários podem adquirir novas habilidades e melhorar sua autoestima.

É importante se lembrar que alunos em geral gostam mais de ser ensinados por alguém que é igual a eles e que não olha para eles de cima para baixo. Uma coisa interessante acontece quando vários usuários colaboram juntos para resolver um problema. Nesse tipo de plataformas, graças às funcionalidades desenhadas especialmente para a comunidade, eles podem livremente trocar comentários e estudar em grupo de amigos com os quais compartilham os mesmos objetivos.

3. Conteúdo de qualidade através do crowdsourcing

Outro benefício que o digital learning oferece é a possibilidade de navegar numa lista de perguntas filtradas segundo a matéria, grau de escolaridade, fonte, plataforma (Khan Academy, Brainly, Open Study) ou até temas ou criador (canais do YouTube). O acesso é muitas vezes totalmente gratuito e isso faz com que as crianças de famílias mais pobres não precisem pagar pelas explicações – em vez disso, acessam do seu celular ou computador e tiram suas dúvidas imediatamente.

A utilização de tags e filtros faz com que os melhores recursos são mais visíveis e ao mesmo tempo imediatamente disponíveis para os alunos. Isso é extremamente útil também para as pessoas que não sabem onde procurar informações de boa qualidade, estão com falta de tempo ou por causa de largura de barramento limitada não conseguem buscar informações como um profissional.

Sobre os autores

Anna Skwarek e Jakub Piwnik são membros da equipe do Brainly. O site é um espaço onde alunos de todo o Brasil podem, de maneira divertida e em tempo real, estudar juntos e compartilhar conhecimento enquanto mais de 40 moderadores (professores, pais e estudantes) asseguram a qualidade desse trabalho em grupo. O Brainly junta as funções de rede social com gamificação, criando uma comunidade engajadora onde alunos aprendem uns com os outros em um ambiente interativo e motivador. Em todo mundo, o Brainly já é visitado por mais de 25 milhões de alunos por mês.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Sempre é possível RECOMEÇAR



O Projeto Recomeçar, do Espaço Educacional, nasceu para atender uma necessidade: alunos que por algum motivo perderam o rumo da vida escolar e que não se adaptavam mais ao funcionamento da escola regular.

Na escola não havia mais espaço para que ele retomasse o conteúdo que ficou mal assimilado em anos anteriores; resgatasse a autoestima que perdeu pelo caminho com tantos "rótulos" que foi acumulando;descobrisse que o aprender pode ser prazeroso, produtivo; e retomasse o seu caminho de aprendizado que ficou bloqueado por tanto tempo.

Esses alunos ficam perdidos em seu caminho de aprendizado e se afastam dele porque aprender e estudar passam a representar desgaste no relacionamento familiar, sofrimento, incapacidade e tristeza.

No Espaço Educacional, conseguimos acolhê-los e resgatar tudo que ficou perdido pelo caminho do aprendizado. Conseguimos fazê-los acreditar que sempre é possível recomeçar, desconstruir para construir de novo, de forma diferente.

Muitos alunos já passaram pelo Espaço Educacional e, graças a um trabalho com muita dedicação, competência e criatividade, a nossa equipe vai trazendo-os de volta ao caminho do aprendizado.

Volta o brilho nos olhos, aparece a alegria, a reconquista da autoestima e prazer em aprender. E, aos poucos, com uma construção com muito amor, alegria e confiança, aparece a pessoa, o jovem, o ser humano incrível que estava ali escondido, camuflado, cheio de medo de não ser bom o suficiente. 

A cada ano, estes jovens alunos chegam ao Espaço Educacional, reescrevem a sua história e quando saem fazem parte da nossa história, formando laços de afeto e confiança que irão se manter por uma vida toda.

Quanta alegria e satisfação eu, Jamile Coelho, sinto por ter uma equipe de educadoras, de pessoas incríveis, que amam o que fazem e que me ajudam a construir a história do EE e do projeto Recomeçar, com criatividade, competência e afetividade. Essa é a nossa missão. E como sou grata!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Quanto os pais se envolvem na educação de seus filhos?



Pesquisa traça o comportamento da família ou dos responsáveis em relação à rotina escolar de crianças e jovens de todo país. Veja texto sobre o assunto publicado no site Porvir:

Acompanhar o calendário de provas, checar tarefas para casa, participar de atividades na escola e proporcionar um ambiente de diálogo para que o jovem conte sobre a rotina escolar. Essas ações fazem parte da rotina de pais ou responsáveis de todo o país? Para tentar responder uma questão como essa, a pesquisa “Atitudes pela Educação” buscou entender a relação e a participação da família na vida escolar de crianças e adolescentes.

A pesquisa foi promovida a partir de uma parceria entre o Todos Pela Educação, Fundação Roberto Marinho, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Fundação Itaú Social, Instituto Unibanco e Instituto C&A, com realização do Instituto Paulo Montenegro e do IBOPE Inteligência.

Para dar conta do mapeamento de atitudes dos pais comportamento dos pais em relação à vida escolar de crianças e jovens entre 4 e 17 anos, a pesquisa ouviu 2.002 responsáveis de diversas partes do país, incluindo áreas urbanas e rurais. Nesse universo, foram consideradas famílias de alunos da rede pública e privada de ensino, da educação infantil ao ensino médio.

Dentre os pais ou responsáveis ouvidos, um total de 53% alegaram ter participado de todas as reuniões escolares. Entre os entrevistados, 19% dizem não ter comparecido ao colégio, o que é justificado pela falta de tempo.

O estudo considerou duas dimensões de comportamento dos pais: a valorização da educação e o vínculo do adulto com a criança ou jovem. De acordo com Alejandra Meraz Velasco, coordenadora geral do movimento Todos Pela Educação, a valorização está relacionada a atitudes e práticas ligadas ao cotidiano escolar do adulto, enquanto o vínculo considera comportamento e relacionamento afetivo com a criança.

A partir do cruzamento entre essas duas variáveis, a pesquisa classificou os pais ou responsáveis em cinco perfis de participação da vida escolar das crianças e adolescentes: comprometidos, envolvidos, vinculados, intermediários e distantes.

No total, apenas 12% dos entrevistados foram classificados como comprometidos, grupo que apresenta maior número de respostas que demostram grande atribuição de responsabilidade familiar em relação à vida escolar do aluno, além de participar de atividades na escola com maior assiduidade.

Entre os envolvidos, estão 25% da amostra. Eles representam um grupo que se destaca por acompanhar a rotina escolar do seus filhos, porém, possui um ambiente familiar menos propício ao diálogo.

A maior parte dos responsáveis foi classificada no grupo denominado vinculados, somando 27% dos entrevistados. Os indivíduos com esse perfil, embora mantenham um diálogo frequente com o aluno e tenham um bom relacionamento familiar, admitem não acompanhar tanto a rotina escolar do aluno e nem dialogar sobre o seu projeto de vida.

Os pais que apresentaram uma média entre as respostas, tanto em relação ao vínculo quanto à valorização, foram classificados como intermediários e equivalem a 17% dos entrevistados. Entre eles, 70% diz conferir a lição de casa, ao mesmo tempo em que 67% afirmam manter um espaço para que a criança ou adolescente conte coisas ruins que aconteceram na escola.

Por fim, o grupo que apresenta pouca participação no ambiente escolar e dá pouco espaço de diálogo para as crianças e adolescentes foi classificado como distantes, equivalendo a 19% da amostra.

Comentário do Espaço Educacional
A valorização da educação no ambiente familiar propicia a aprendizagem e forma hábitos importantes para a vida. O relacionamento afetivo traz cumplicidade e forma um elo de confiança que favorece o diálogo, importante para manter próximas as pessoas, celebrar conquistas e fazer trocas diante de dificuldades.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

5 formas de cultivar a felicidade nas escolas



É possível cultivar a felicidade na escola? Sim! Elena Aguilar, especialista americana em educação, detalhou algumas dicas “simples e práticas” que podem estimular professores a cultivarem o sentimento na sala de aula. Confira os dados publicados no site Porvir

"1 - A ordem é desacelerar
Há uma correlação direta entre os níveis de satisfação física e psicológica e o ritmo em que as pessoas vivem suas respectivas vidas. Assim, quando os indivíduos desaceleram um pouco a velocidade em que executam as atividades rotineiras, eles conseguem desenvolvê-las de forma mais cuidadosa. No universo escolar não é diferente. Dessa forma, tanto alunos como professores podem se beneficiar desse “abrandamento” para que dessa maneira ambos possam melhor lidar com suas relações interpessoais, com seus objetivos de vida e também nos processos de aprendizagem.

Na prática, os docentes, por exemplo, podem estimular esse ambiente menos acelerado do mundo contemporâneo propondo atividades que estimulem uma maior integração com e entre os alunos, além de sugerir momentos de relaxamento e descontração. Para tanto, o professor pode dedicar um tempo extra para uma conversa aberta entre os estudantes durante parte da aula ou propor um jogo lúdico para os alunos que recém ingressam às salas depois do recreio.

2 - Vá lá para fora
Estar do lado de fora da sala durante a aula, mesmo que por apenas alguns minutos, pode aumentar o estado de bem-estar dos alunos. As pessoas quando respiram ar puro e entram em contato com o calor do sol, o cheiro do vento, a umidade da chuva acabam se conectando mais com o mundo natural.

Se o clima estiver agradável, por que não propor uma aula ao ar livre? Caso contrário, se o ambiente externo estiver muito frio ou quente, é possível que uma caminhada rápida e silenciosa pelo pátio da escola, por exemplo, possa estimular momentos de satisfação.

Atividades extraclasse e excursões também são válidas. Nessas situações, torna-se mais fácil conversar, aproximar-se dos alunos e aprender mais com eles durante essas saídas.

3 - Aperta o play
O efeito da música pode ter o poder de fazer as pessoas (incluindo os alunos) de se sentirem mais felizes. Isso porque, o efeito do relaxamento produzido pela audição de uma canção, por exemplo, pode estimular o melhor funcionamento da pressão arterial, diminuindo assim a ansiedade e tendo repercussões até no sistema imunológico dos indivíduos. Sendo assim, deixar uma música sendo tocada enquanto os alunos chegam à sala logo no início das aulas pode ser uma alternativa para que o professor consiga criar um atmosfera acolhedora e positiva entre o grupo.

4 - Sorria mais
Mesmo que você não seja uma pessoa sorridente , tente sorrir com mais frequência. “Caso encontre dificuldades em produzir um sorriso mais genuíno, tente, ao menos, fingir um sorriso mais autêntico”, sugere Aguilar. Segundo ela, até o mais “fake” dos sorrisos tem o poder de inspirar um melhor estado de espírito no ambiente em que ele é produzido.

5 - Tá na hora de meditar
De acordo com Aguilar, já há uma “abundância de evidências” sobre como a meditação pode estimular sentimentos de calma e bem-estar entre os praticantes. As escolas podem buscar incorporar a meditação dentro do ambiente educacional. “A ideia é propor que tal prática possa ser incorporada na rotina de professores e estudantes. Tudo isso para estimular ainda mais a criação de um ambiente mais tranquilo propício à aprendizagem e ao bem-estar na rotina diária dos praticantes.”