Páginas

domingo, 6 de abril de 2014

Como transformar a sala de aula e trabalhar as competências do século 21?



1 - Mudança de um sistema centralizador para um sistema colaborativo de ensino
O espírito de colaboração é algo a ser aprendido e construído por meio de situações que estimulem e incentivem pensar e agir com base no “ganha-ganha”. O colaborar e o compartilhar estão presentes em todas as situações da vida e, inclusive, nas redes sociais, para nos ajudar a quebrar o paradigma: “Quando um ganha, o outro perde”. Por isso, criar situações que propiciem a colaboração, como o projeto “Compartilhando Habilidades” que está acontecendo no Espaço Educacional, é algo incrível, pois traz resultados inusitados.

2 - Os erros passam a ser um caminho para o acerto e não o determinante entre o sucesso e o fracasso. Acontece que aprender com os erros é uma excelente prática!
Toda tentativa não deixa de ser parte do processo de raciocínio para encontrar uma resposta ao desafio apresentado. E a tentativa mal-sucedida faz parte do caminho do aprendizado e não pode e nem deve ser recriminada ou descartada. Realmente, aprender a lidar com o erro de forma leve e desafiadora, ao mesmo tempo, é uma competência que nos prepara para a vida.

3 - A padronização do ensino é derrubada para dar espaço à personalização
Tudo que é formatado restringe, bloqueia e prejudica o processo de aprendizagem. Cada pessoa tem o seu ritmo e seu estilo e pode descobrir uma maneira produtiva e prazerosa de aprender. O aprendizado é uma construção que depende das habilidades de cada um, da bagagem de conhecimento e de experiências que traz. Por isso, a necessidade da personalização. 

4 - A realidade atual exige competências como o pensamento crítico, a empatia, a comunicação, a liderança e a ética
O desenvolvimento dessas habilidades pede que professor e aluno se tornem parceiros no aprendizado, pois não existe uma situação em que apenas um aprende. Toda troca envolve pessoas, com sua bagagem cognitiva e socioemocional. Daí, a necessidade do desenvolvimento dessas competências que, com certeza, também alavancarão os resultados cognitivos.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Estudantes brasileiros ficam entre últimos em teste de raciocínio



A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou hoje o resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que avaliou a capacidade de 85 mil estudantes de 15 anos do mundo inteiro para resolver problemas de matemática aplicados à vida real. O Brasil ficou em 38° lugar, com 428 pontos, em um total de 44 países.

O resultado do Pisa mostrou ainda que só 2% dos alunos brasileiros conseguiram resolver problemas de matemática mais complexos. Entre os estrangeiros, esse número chegou a 11%. (confira a reportagem na íntegra aqui)


Comentário da diretora do Espaço Educacional, Jamile Magrin Goulart Coelho

O resultado desta avaliação mostra o quanto o estudo não está vinculado com a realidade e que a preocupação nas escolas ainda é o conteúdo e a informação. 

Resolver problemas que retratam situações do dia a dia, utilizando o conhecimento multidisciplinar e as habilidades, é o grande desafio atual. As competências socioemocionais funcionam como um motor propulsor, pois é a partir da curiosidade, motivação, determinação e envolvimento com o processo de aprendizagem que tudo acontece. 

Mudança é a palavra-chave para que este cenário da educação se transforme e para que as pessoas que participam deste processo acordem para esta necessidade de interligar o conhecimento às situações-problema, que fazem parte do cotidiano das pessoas e comunidades.

domingo, 23 de março de 2014

Redes digitais: conectando o planeta



O texto "Redes Digitais: Conectando o Planeta", publicado no site da Akatu, fala sobre as mudanças na comunicação, que alavancam o conhecimento e estimulam o aprendizado. Confira abaixo a publicação na íntegra e os comentários (em negrito) da pedagoga Jamile Magrin Goulart Coelho, diretora do Espaço Educacional:

Você já checou seus e-mails hoje? Postou alguma mensagem no Twitter? Respondeu aquele torpedo do amigo no celular? Colocou aquela foto incrível no Instagram? 

Sim, esta é uma nova realidade. Difícil fugir dela. O mundo inteiro passa por uma transformação. Estamos no meio de um redemoinho, nos adaptando rapidamente – ou melhor, ao vivo, neste exato momento, a uma nova arquitetura da comunicação. “Estamos sendo chamados a repensar a comunicação”, afirma Massimo Di Felice, sociólogo pela Universidade La Sapienza de Roma, doutor em Ciências da Comunicação, autor de diversos livros e atualmente professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Di Felice foi o palestrante convidado para debater Redes e dinâmicas sociais - Para onde vão? O que buscam?, tema do 110º Fórum do Comitê da Cultura de Paz, promovido pela Associação Palas Athena –, em parceria com a Unesco, realizado esta semana no auditório do MASP, em São Paulo.

O modelo de comunicação do passado era bastante simples. Havia o emissor – alguém que transmitia uma mensagem, o canal pelo qual esta mensagem era enviada e, finalmente, o receptor – a pessoa que a recebia. Com as redes digitais surgiu um novo conceito. Há uma rede distribuída e a informação pode ser gerada, recebida e transformada em qualquer lugar. “Hoje a internet não conecta somente computadores, mas tudo e todos”, diz o sociólogo.

Entre as principais características desta nova forma de comunicação estão:

- comunicação de todos para todos;

A ideia do colaborar e do compartilhar é muito forte e essa é uma atitude que irá beneficiar as pessoas, as comunidades e o país. Só que isso aumenta a nossa responsabilidade! 

- desconstrução e manipulação da mensagem;

Desconstruir uma mensagem para construir a partir de algo que já foi realizado faz parte do processo criativo e inovador. A realidade atual em constante mudança exige essa desconstrução e isso auxilia na quebra de paradigmas. A manipulação existe e é um fato. Cabe a cada um usar seu senso crítico e a inteligência emocional para “não entrar nessa onda”.

- interatividade;

Tudo se tornou interativo. Os problemas são discutidos nas redes e opiniões comuns e divergentes existem em um mesmo espaço. Todos podem concordar ou discordar, manisfestar livremente suas opiniões a respeito de qualquer assunto. Só que nesse movimento tem que existir um espaço para o respeito pelo ser humano, seja ele quem for. Isso é algo relevante e não pode ser “deletado”.

- fim dos pontos de vistas centrais;

Cada pessoa tem o seu ponto de vista sobre um assunto, tema ou fato e esse ponto de vista traz sua bagagem de vida, suas experiências, seu aprendizado na vida. Pontos de vista diferentes são valorizados, pois são eles que constroem a diversidade e a descentralização. Disso resulta a riqueza de um grupo de pessoas diferentes, mas alinhadas com um mesmo propósito. Não há mais espaço para a centralização e para um único ponto de vista.

- computação móvel;

A computação móvel é uma realidade e não há como ignorá-la, pois ela faz parte, em diferentes graus de intensidade, da vida de todas as gerações. Mas vamos tomar o cuidado para que a computação móvel não nos prive do presencial, do encontro, da conversa que flui e que enriquece as relações humanas e não se torne um hábito nocivo que não nos deixa aprofundar os relacionamentos.

- conectividade

Saber tudo que está acontecendo em todos os lugares do mundo naquele momento é algo sensacional. É como se não houvesse barreiras de raça, espaço geográfico, idioma, enfim, é como se o mundo se integrasse. Você já parou para pensar na dimensão desse acontecimento? É algo grandioso que está acontecendo e que precisamos usufruir de forma consciente e exploradora.

“Nossa inteligência agora é estendida a uma rede mundial”, acredita Di Felice. “E ela incrementa nosso senso de participação na sociedade”. O estudioso citou os movimentos sociais ocorridos no Brasil recentemente como um fenônemo típico da era digital. Imagens de confrontos entre manifestantes e policiais captadas por dispositivos móveis rodaram a internet e transformaram a maneira como a notícia até então era publicada. “Não foram somente os humanos que ocuparam as ruas, mas as redes também”. E certamente elas dão maior visibilidade à opinião pública.

A comunicação digital também nos faz perceber mais claramente como tudo está interligado. Cada ação provoca uma reação. Finalmente, o ser humano se dá conta que não é o único a viver no planeta. Em tempo real, ele consegue acompanhar o desmatamento na Amazônia, o degelo no Ártico e a seca na Austrália. “Não existe o externo para o planeta. Tudo o que fazemos tem efeito sobre a Terra”.

Para o sociólogo, a lógica da rede é o pensar na complexidade. Ele enxerga nela um enorme potencial para alavancar o conhecimento e estimular o aprendizado. “Pela primeira vez na história da humanidade as pessoas têm acesso livre ao conhecimento”, analisa.

Realmente o potencial para alavancar o conhecimento e estimular o aprendizado é incrível! Cada vez mais podemos buscar aquilo que queremos aprender com autonomia, escolhendo caminhos para esse aprendizado e personalizando cada vez mais o processo.

O resultado deste novo paradigma digital que se abre diante da nossa sociedade exige que repensemos a pedagogia, a maneira como ensinamos nas escolas. O professor se tornará um mediador, aquele que leva o aluno a entender o conhecimento da rede. Sejamos bem-vindos ao admirável mundo novo digital!

Com certeza, a forma de ensinar, a pedagogia tem que ser repensada, pois essa nova realidade pede que alunos e professores sejam parceiros e que o professor seja antes de tudo um mediador, um orientador nesse processo. O extraordinário é que o digital está mostrando para a educação que ele é uma ferramenta e que as pessoas estão em primeiro lugar. De alguma forma, esse processo de mudança está conduzindo a aprendizagem para uma evolução. Eu, como educadora, acredito nisso e quero acompanhar e participar desse processo.

Fonte: Akatu

domingo, 16 de março de 2014

Processo Criativo

Vocês sabiam que existem três posições que formam o triângulo da criatividade e que precisam ser alternadas para que a pessoa ENTRE, VIVENCIE E CONCLUA o processo criativo? Confira abaixo dicas sobre cada uma delas:

1ª etapa - Sentir/Criar




- Assuma a posição de SONHADOR (lado direito do cérebro - LD) e identifique o objetivo que quer conseguir, deixe sua CRIANÇA NATURAL vir à tona;
- Estimule o estilo habilidoso do lado direito do cérebro e visualize você conseguindo realizar seu objetivo como se fosse um personagem de um filme;
- Crie imagens como se estivesse fazendo uma história em quadrinhos e imagine todos os sentimentos e emoções que experimenta nessa situação; 
- Em seguida, ainda experimentando as emoções que sentiu, iniba os julgamentos e a censura do lado esquerdo do cérebro. Faça um brainstorming e anote todas as ideias que vierem à sua cabeça rapidamente e indiscriminadamente, como se fossem “flashes”.

2ª etapa - Pensar/Organizar


- Assuma agora a posição do REALISTA (lado esquerdo do cérebro - LE) e observe todas suas ideias organizando-as, eliminando algumas e traçando um plano de ação. Assuma a posição no ego ADULTO;
- Verifique se o que está planejando está alinhado ao que sonhou. Perceba se precisa fazer ajustes ou acrescentar mais alternativas;
- Identifique os obstáculos e estímulos que poderá encontrar e tente encontrar ações para vencer esses obstáculos e fortalecer estímulos;
- Escolha as pessoas que irão te ajudar a colocar seu plano em ação e veja quais as funções que irá delegar de acordo com o perfil de cada uma.

3ª etapa - Agir/Avaliar


A partir da etapa do AGIR, você terá também que assumir uma nova posição, a do CRÍTICO (LE =LD) para avaliar as ações e consequências, analisar a atuação das pessoas, fazer um trabalho de coach, dar um feedback e reorientar o processo quantas vezes forem necessárias. Assuma a posição no ego PAI PROTETOR;
- Nesta etapa, colocará seu plano em ação, alternando a posição de SONHADOR (LD) para motivar sua equipe e ter sempre seu objetivo em mente de forma positiva e a posição de REALISTA (LE) para acompanhar o funcionamento de cada etapa.

Finalização


Ao terminar o processo, os três personagens assumidos atuam para analisar o resultado final a partir do objetivo (REALISTA), avaliar o processo, o tempo utilizado, pessoas e funções (CRÍTICO) e celebrar com sua equipe o que conquistaram (SONHADOR). 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Infância sem pressa



Uma reportagem da revista Claudia deste mês fala sobre o crescimento no Brasil do movimento batizado lá fora de slow parenting, que defende a desaceleração da rotina dos filhos para dar a eles tempo para explorar o mundo. Confira dados da publicação e os comentário da pedagoga Jamile Magrin Goulart Coelho, diretora do Espaço Educacional: 

Este movimento está desafiando a cultura da velocidade que impede que as experiências sejam vividas em profundidade, que multiplicam atividades em nome da busca por sucesso e que valorizam quantidade e não qualidade na educação.

Hoje, é cada dia mais comum as crianças terem uma agenda de executivos, repleta de atividades extras. Com isso, não sobra tempo para brincar e brincar é explorar o desconhecido, dar forma, cores e sons a sonhos e, com isso, aprender a fazer a nossa leitura do mundo a partir do aprendizado sinestésico, em que utilizamos a maioria dos sentidos.

Até 6 anos de idade, o aprendizado tem que ser lúdico, tem que dar espaço para a criatividade, para a interação juntamente com os limites que incluem atitudes de respeito ao outro, saber esperar a vez, saber ganhar ou perder. O aprendizado sinestésico deveria ocupar quase que 100% do tempo nesta faixa etária e a brincadeira e o prazer em aprender deveriam caminhar de mãos dadas.

"Mas a cobrança por sucesso é cultural e vem de vários lados, de uma sociedade obcecada por perfeição." A busca exagerada por sucesso por parte dos pais e da própria escola vai queimando etapas importantes na vida das crianças. Essa situação acaba associando aprendizado com desmotivação, mata a curiosidade que é o motor da vontade de descobrir como tudo funciona e alimenta o medo do fracasso.

"O problema do exagero de atividades extracurriculares é que deixa a criança cansada e sem foco. O desenvolvimento neurológico sadio depende disso, afirma a neuropsicóloga Adriana Foz, e queimar etapas trará consequências mais adiante."

Um número cada vez mais significativo de crianças e jovens chega ao Espaço Educacional com esse quadro de desmotivação e com problemas como Déficit de Atenção e Hiperatividade e depressão. Esses problemas, segundo a Organização Mundial da Saúde, estão presentes em três a cada 10 jovens, conforme informação da revista Claudia.

Brincar é uma forma de construção do conhecimento sobre o mundo e o processo de aprendizagem nos acompanha a vida toda. O adulto realizado profissionalmente tem uma forte participação da sua "criança" em tudo que faz, pois ela é responsável pela nossa criatividade, pela nossa curiosidade, pela busca da inovação.

Aprender a aprender é nosso desafio constante. Por isso, vamos deixar que as crianças vivam sua infância no seu tempo, no seu ritmo, explorando o mundo à sua volta com curiosidade e encantamento.

5 dicas para desacelerar, segundo Carl Honore, criador do conceito de slow parenting

1- Tente descobrir seu próprio estilo de maternidade e o que funciona melhor para sua família. Não se preocupe com a educação que seus amigos dão para seus filhos;

2 - Quando levar seu filho a um playground, resista a tentação de interferir, afaste-se um pouco e deixe que ele brinque sozinho ou com outras crianças;

3 - Deixe horas livres na semana, sem atividades estruturadas, para que a família simplesmente se reúna para descansar, conversar, jogar, cozinhar ou qualquer outra coisa prazerosa;

4 - Permita que seu filho conte naturalmente como foi seu dia na escola, em vez de exigir um relatório completo assim que ele chegar;

5- Defina períodos do dia em que as crianças devem desligar o computador, se desconectar.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Aprendizado online é mais natural para o cérebro



O aprendizado online é mais natural para o cérebro. Essa é a conclusão do interessante texto apresentado pelo site do Porvir e o Espaço Educacional acredita que a forma não-linear, que foge do tradicional, propicia uma aprendizagem significativa. Confira abaixo a publicação na íntegra e os comentário da pedagoga Jamile Magrin Goulart Coelho, diretora do Espaço Educacional: 

"Ler um livro ou uma história pode parecer uma atividade natural para boa parte das pessoas, mas para o nosso cérebro é questão de treino. Quando, no século 15, o livro passou a ser um instrumento difusor de informação, as pessoas tiveram que ensinar o cérebro a se desconectar do mundo ao redor e mergulhar neste outro universo, senão muito do conteúdo não seria absorvido. É esse o argumento que Jolanta Galecka, especialista em marketing on-line na editora europeia Young Digital Planet, usa para explicar porque a internet entrou com tanta facilidade na vida moderna – principalmente entre as crianças. 'A internet permite que nosso cérebro funcione do jeito que ele mais gosta', defende."

No Espaço Educacional, o estudo dos hemisférios cerebrais sempre esteve presente em nosso dia a dia. Com certeza, o digital atua de forma não-linear, acompanha o ritmo do estudante e sua curiosidade e personaliza o processo de aprendizagem.

"De acordo com a especialista, que esteve nesta semana na Contec Brasil, conferência sobre educação, conteúdo de mídia infantil e tecnologia, o cérebro sempre se desenvolveu em movimento, prestando atenção em tudo que está ao redor. 'É assim que aprendemos com mais facilidade e a internet é um ambiente disperso de aprendizagem, é mais natural para nosso cérebro', argumenta. Até por isso, a introdução desse novo universo é muito difícil em escolas com modelos de ensino tradicional, que não fomentam nos alunos a multiconexão entre conteúdos, informações e experiências de vida."

O digital faz parte da vida das pessoas em diferentes situações: uma pesquisa na internet, pegar um taxi, pagar uma conta, buscar caminhos alternativos para evitar o trânsito, fazer cursos em educação a distância, ou seja, não há como ignorar essa realidade. Por isso, utilizar ferramentas digitais na aprendizagem é uma necessidade. E fica o desafio para os professores que não nasceram na geração digital irem em busca desse aprendizado para poder interagir com os estudantes falando a mesma linguagem e ainda aprender com ele. Afinal, uma geração tem muito a aprender com a outra!

“Se o conteúdo não é ensinado de maneira interativa, o aluno não aprende. O cérebro absorve informações quando constrói seus próprios modelos mentais de conexões. Armazenamos a informação por meio dessas conexões, e elas vão ser feitas de acordo com o conhecimento prévio de cada um”, explica a especialista, que completa: 'Por isso que conexões não podem ser ensinadas, ou mesmo forçadas, da mesma maneira que não se pode dar conhecimento. Podemos dar informação, para que ela seja absorvida. Com base nela é que se constrói o conhecimento'.”

Despertar o interesse e a motivação, explorar o aprendizado sinestésico com experiências interativas e utilizar o conhecimento adquirido em situações do dia a dia, contextualizando a aprendizagem, é o nosso desafio como educador. 

"Entender como o nosso cérebro aprende e como ele responde a estímulos é um grande passo para melhorar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem, defende a especialista. 'É aí que o professor estará usando por completo sua habilidade pedagógica, todo o seu potencial. Incitando discussões, instigando a curiosidade, mostrando caminhos para relacionar os conteúdos ao mundo real e a vida fora da escola', afirma Galecka."

O professor é o parceiro do aluno no processo de aprendizagem e a ele cabe a função de tornar o processo significativo, desenvolver habilidades e fazer a ponte entre o conteúdo e a realidade.

"Desse modo, modelos como a sala de aula invertida ou o aprendizado baseado em projetos ganham força, já que trazem melhores resultados no desenvolvimento dessas conexões. 'A sala de aula invertida não é a solução sozinha, assim como trabalhar com projetos também não é. Tudo precisa ser misturado, combinado com uma série de outras práticas que mostrem para os estudantes a relevância do tema que está sendo abordado. É preciso conectá-lo com o mundo real e não apenas replicá-lo porque está no livro ou faz parte do currículo', afirma."

Essa forma não-linear, que foge do tradicional, propicia uma aprendizagem significativa e mantém acesa a motivação e a curiosidade, garantindo uma aprendizagem eficiente. Essa sempre foi a dinâmica de trabalho no Espaço Educacional, que cria um clima de liberdade para os professores e de criatividade para os alunos.

"Ainda segundo a especialista, o principal papel da escola tem que ser fomentar o pensamento crítico e a análise das informações. 'Temos que ensinar as crianças a pensar. É por meio do pensamento que vem a diversidade de informação e opinião. Os alunos tem que saber discernir o que é importante do que não é. Eles têm que saber como usar as informações adquiridas para qualquer propósito que eles queiram, têm que se apoderar delas', conclui."

Ensinar a pensar, vencer o medo de errar, utilizar a ferramenta do brainstorming estimulam a busca de diferentes caminhos ou alternativas diante de qualquer desafio e levam o estudante a se envolver, a participar e a construir os resultados ou soluções. 

Esse artigo da PORVIR, como muitos outros que estou sempre lendo e compartilhando com a equipe do Espaço Educacional, reforça que estamos na direção correta, conectados às necessidades do momento, pois o EE nunca funcionou no modelo tradicional e estamos sempre receptivos a aprender e colocar novos recursos nos projetos.

Fonte: Porvir

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Dica de Leitura: A Menina que Guardou o Sorriso




"E assim, sem sorriso, ela saiu para um passeio. Aos poucos percebeu que tudo estava diferente. As ruas pareciam sem vida. O céu estava cinzento. A escola estava vazia. Não havia cores, nem luzes, tampouco graça naquele dia. Pensou no sorriso, escondidinho lá no armário. Então, ela decidiu que voltaria o mais rápido possível e colocaria o sorriso de volta no rosto. Será que ela conseguiu?"


O livro A Menina que Guardou o Sorriso (Companhia Editora Nacional), escrito por Paula Bravo e com ilustrações de Jefferson Galdino, é uma excelente leitura e vai inspirar a busca em cada professor e em cada estudante por seu melhor sorriso. Com base nisso, o Espaço Educacional vai criar um novo projeto. Acompanhem as novidades pelo Facebook e blog.