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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

É possível fazer educação de qualidade sem escola, diz o educador Tião Rocha



Confiram o texto "É possível fazer educação de qualidade sem escola, diz o educador Tião Rocha", publicado no QSocial

É possível fazer educação embaixo de um pé de manga? Não só é, como já acontece em 20 cidades brasileiras e em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique. Decepcionado com o processo de “ensinagem”, o antropólogo Tião Rocha pediu demissão do cargo de professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e criou em 1984 o CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento).

Curvelo, no Vale do Jequitinhonha (MG), foi o laboratório da “escola” que abandonou mesa, cadeira, lousa e giz, fez das ruas a sala de aula e envolveu crianças e familiares na pedagogia da roda. “A roda é um lugar da ação e da reflexão, do ouvir e do aprender com o outro. Todos são educadores, porque estão preocupados com a aprendizagem. É uma construção coletiva”, explica.

O educador diz que a roda constrói consensos. “Porque todo processo eletivo é um processo de exclusão, e tudo que exclui não é educativo. Uma escola que seleciona não educa, porque excluiu alguns. A melhor pedagogia é aquela que leva todos os meninos a aprenderem. E todos podem aprender, só que cada um no seu ritmo, não podemos uniformizar.”

Nesses 30 anos, o educador foi engrossando seu dicionário de terminologias educacionais, todas calcadas no saber popular: surgiu a pedagogia do abraço, a pedagogia do brinquedo, a pedagogia do sabão e até oficinas de cafuné. Esta última foi provocada depois que um garoto perguntou: “Tião, como faço para conquistar uma moleca?” Foi a deixa para ele colocar questões de sexualidade na roda.

Para resolver a falência da educação, Tião inventou uma UTI educacional, em que “mães cuidadoras” fazem “biscoito escrevido” e “folia do livro” (biblioteca em forma de festa) para ajudar na alfabetização. E ainda colocou em uso termos como “empodimento”, após várias vezes ser questionado pelas comunidades: “Pode [fazer tal coisa], Tião?” Seguida da resposta certeira: “Pode, pode tudo”.

Aos 66 anos, Tião diz estar convicto de que a escola do futuro não existirá e que ela será substituída por espaços de aprendizagem com todas as ferramentas possíveis e necessárias para os estudantes aprenderem.

“Educação se faz com bons educadores, e o modelo escolar arcaico aprisiona e há décadas dá sinais de falência.Não precisamos de sala, precisamos de gente. Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter todos os instrumentos possíveis que levem o menino aaprender.”

Sem pressa, seguindo a Carta da Terra e citando Ariano Suassuna para dizer que “terceira idade é para fruta: verde, madura e podre”, Tião diz se sentir “privilegiado” de viver o que já viveu e acreditar na utopia de não haver mais nenhuma criança analfabeta no Brasil. “Isso não é uma política de governo, nem de terceiro setor, é uma questão ética”, pontua.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Tecnologia vai revolucionar as avaliações, diz estudo



Confiram o texto "Tecnologia vai revolucionar as avaliações, diz estudo", publicado no site Porvir. O que acham sobre o assunto?

Um recente estudo publicado pelo grupo editorial britânico Pearson chamado “Preparing for a renaissance in assessment” (“Preparação para um renascimento em avaliações”), direcionado a líderes educacionais, vê dois fatores como primordiais para induzir novos processos de avaliação: o primeiro é resultado da força da globalização e das tecnologias digitais, enquanto o último é inerente à percepção de que o paradigma atual já não funciona como deveria, pois até mesmo os melhores sistemas atingiram um limite de crescimento.

Elaborado pelos consultores Michael Barber, pesquisador de sistemas e reformas educacionais com passagem pelo governo britânico, e Peter Hill, que ocupou cargos de destaque no setor na Austrália, em Hong Kong e nos Estados Unidos, o texto mostra como a educação está diante de um ponto de inflexão. “Nós consideramos ensino/aprendizagem, currículo e avaliação como os três principais elementos de um processo educacional de sucesso. Nos últimos 20 anos, a avaliação foi um fator de atraso e, agora, vemos que ela pode ultrapassar os outros elementos e, por isso, atribuímos o termo renascimento”, disse Barber. Como a sociedade está profundamente ligada aos testes tradicionais, segundo ele, o principal desafio é promover reformas sem perder o rigor e o elo com exames que servem como parâmetros internacionais.

É neste cenário que entra em jogo a tecnologia, como por exemplo nos testes adaptativos, que permitem maior precisão e execução em menor tempo. Os dados vão dar ao professor maior entendimento sobre o que acontece com a classe e com cada aluno em tempo real, com a chance de diminuir ou aumentar o alcance do conteúdo estabelecido no currículo. “Agora podemos acompanhar o desenvolvimento de uma classe durante cinco anos da vida escolar. É uma variedade muito maior do que a atingida por um teste isolado”, diz Hill.

Todo esse conjunto de mudanças aliado a mais tempo e recursos, segundo os autores do documento, vai melhorar também a dinâmica do professor, que ficará livre dos trabalhos repetitivos e poderá dar atenção aos detalhes de cada aula e respeitar o ritmo dos alunos. “Isso vai criar uma revolução no aprendizado. O que era um sonho há seis anos agora é uma realidade”, sentencia Hill. Um outro impacto poderá ser visto nas reuniões pedagógicas, que antes se baseavam em hipóteses e agora podem servir para um trabalho colaborativo para motivar cada estudante.

As novas plataformas de ensino também podem dar origem a uma nova geração de avaliações capazes de chegar a um aprendizado profundo e a uma variedade de competências inter e intrapessoais, como trabalho em equipe e a capacidade de comunicação oral, além dos traços de personalidade. Mais rápido, mais preciso, mas e a velha “cola” e o risco de plágio? No lugar de testes cumulativos, é possível realizar apenas aqueles com propósito específico (com possibilidade de repetição) e proporcionar relatórios que incentivam o crescimento sem a ideia de sucesso ou fracasso.

Responsável por reformas em Hong Kong e na Austrália, Hill relata que boas avaliações sempre levam em conta a validade e a confiabilidade. “Validade garante que o que se está medindo diz respeito ao planejado, enquanto a confiabilidade permite os mesmos resultados caso a avaliação seja repetida”. Se não tiver essas características, a avaliação não pode ser usada, segundo o consultor, que coloca a capacidade de realização com os recursos existentes como mais uma característica a ser considerada independentemente do conteúdo e dos exercícios da avaliação.

Para alcançar o “renascimento”, diz o artigo, é importante olhar além da educação, porque muitas vezes a inovação acontece em áreas de pouco ou nenhum contato com o ensino, como é o caso dos jogos de videogame. Entretanto, os autores também ressaltam que, para que o benefício seja notado por todo o sistema, é necessária a ação de governos, uma vez que a infraestrutura tecnológica não pode ficar a cargo de uma única escola.

Para ajudar gestores e educadores a se prepararem para esse “renascimento das avaliações”, Barber e Hill apresentam recomendações para evitar erros comuns. Muitas escolas, dizem os especialistas, tiveram problemas ao adotar sistemas incipientes que não foram devidamente testados e se viram frustradas com os resultados. Veja a lista a seguir:

Pensar no longo prazo – não sabemos quando o renascimento chegará, mas precisamos estar preparados ao investir em capacidade para que se torne uma realidade

Estabelecer parcerias – precisamos estabelecer parceiras entre professores, governos e todos que trabalham com educação e tecnologia

Criar infraestrututra – investir na alta qualidade educacional de todos os níveis, inclusive no profissional, é crucial

Melhorar a formação de docentes – investir na capacitação de professores para tecnologia e avaliações sofisticadas

Permitir diferentes níveis de implementação – encorajar escolas e professores a inovar com um modelo a partir de exemplos bem-sucedidos

Adotar uma metodologia de resultados – faça dele uma prioridade, planeje, garanta verificações constantes com todos os principais envolvidos e deixe bem claro quem é responsável

Comunicação constante – deve envolver governo e líderes educacionais que estão trabalhando juntos e também escolas e pais

Coloque em prática uma metodologia de mudança – nosso ponto de partida precisa ser o conhecimento sobre o que é necessário para obter sucesso e mudar o sistema incluindo uma visão compartilhada e de aprendizado

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Da turma de alunos à comunidade aprendente



Confiram o texto "Da turma de alunos à comunidade aprendente", de Carlos Rodrigues Brandão, que reflete sobre a educação e a socialização:

Muitas vezes somos levados a pensar que ensinar e aprender é uma viagem de ida e volta que se passa em salas de aulas, na escola. A escola é o lugar social da educação. Essa é uma ideia correta, mas não inteiramente.

A educação que vivemos na escola, como estudantes, como professores, como as duas “coisas” ao mesmo tempo, é uma fração importante de nosso aprendizado, mas não única. A educação escolar é um momento de um processo múltiplo, de vários rostos e vivido entre diferentes momentos, a que costumamos dar nome de socialização.

Alguns estudiosos do assunto sugerem mesmo que ao longo de nossas vidas vivemos pelo menos duas dimensões do acontecimento da socialização. Vivemos desde o momento de nosso nascimento (alguns dizem que desde a nossa concepção) uma longa, fecunda e completa socialização primária.

É quando aprendemos conosco mesmos, com o lidar com o nosso corpo, atividade a que a criança pequeninas dedicam boa parte de seus dias. Aprendemos com o conviver com os mundos de nosso mundo. Aprendemos através de inúmeras e diferentes interações com nossa mãe, com nosso pai, com cada um e com os dois ao mesmo tempo. E com as outras pessoas de nossos círculos de vida: os outros integrantes da família nuclear, nossos parentes, vizinhos, amigos e tantos outros.

Ao longo de nossa vida – e não apenas durante a infância e a adolescência – convivemos em e entre diferentes grupos sociais. E dentro deles aprendemos: nossos grupos de idade (como uma “turma de amigo), nossos grupos de interesse (como futebol), nossas equipes de vida e de trabalho. Cada um deles aporta uma fração daquilo através do que, aos poucos e ao longo de toda vida, nós nos socializamos.

Palmer escreveu em 1999: 

“Sinto-me apaixonadamente comprometido com a não violação das necessidades mais profundas da alma humana, coisa que a educação faz com alguma regularidade. Como professor, vi o preço que temos que pagar por um sistema educacional tão temeroso das coisas espirituais a ponto de negligenciar as verdadeiras questões de nossa vida; preferindo fatos em detrimento dos significados, informação as custas da sabedoria. Esse preço é um sistema escolar que nos aliena e nos entorpece, que forma jovens que jamais receberam orientação sobre as questões que tanto vivificam quanto acabrunham o espírito humano.

...defendendo qualquer meio que possamos encontrar de explorar a dimensão espiritual do ensino, do aprendizado da vida. Por 'espiritual', não quero dizer as formulações dogmáticas de uma tradição específica de fé tradicional, por mais que eu respeite essas tradições, e por mais benéficos que possam ser seus ensinamentos. O que tenho em mente é a antiquíssima e permanente busca humana por ligação com algo maior e mais digno de confiança que nossos egos – com nossa própria alma, com nossos semelhantes, com os mundos da história da natureza, com os ventos invisíveis do espírito, com o mistério de estar vivo.”

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Reflexões de Diego Macedo, da Escola de Rua



Compartilhamos nesta semana as reflexões de Diego Macedo, da Escola de Rua, em um encontro com José Pacheco, da Escola da Ponte, em Portugal, e do Projeto Âncora, em São Paulo:

"Deixarei pequenas frases que surgiram da reflexão do Pacheco.

Dificuldade sociais, existenciais e econômicas, se forem resolvidas sozinhas, podem não frutificarem e darem o resultado esperado.

Projeto humano é projeto coletivo. Ao pensar em projetos, é importante que eles envolvam o coletivo, até porque na maioria das vezes os problemas de um podem pertencer a uma coletividade.

A melhor defesa é o ataque. É muito importante que, quando vemos um problema, resolvermos logo. Isso quer dizer que a própria atitude de zerar a ameaça é um ataque para evitar obstáculos que possam aparecer pelo caminho.

É muito importante sempre questionar o “porquê” de tudo. Isso ajuda sempre dando um entendimento do que está se passando no momento presente. Ex: Por que minha escola fala sobre viver de maneira autônoma e faz totalmente ao contrário no seu dia a dia?

Temos que olhar para a totalidade dos projetos do ser humano. Isso quer dizer que tudo que é criado deve contemplar as necessidades de estética, emocionais, físicas, espirituais do ser humano.

Escola Livre não quer dizer bagunça. Podemos pensar que possa ser isso, entretanto a verdade é que assumir estudar é tomar a própria responsabilidade sobre o estudo. Isso quer dizer que é necessário ter roteiros de aprendizagem, criar projetos, dando assim a oportunidade de vida e de expansão no sentido de uma vida com compromisso consigo mesmo e com o mundo."


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Educação


Vamos partir da definição de educação de Robert Happé: “Educação é antes de tudo abertura do coração.”

O educador precisa ter uma conexão consigo mesmo e aprender a fazer a leitura do ser humano que está ali, isso é, perceber e se conectar com seus pensamentos e sentimentos, pois eles representam a vibração da pessoa. Essa vibração interfere na comunicação, favorece a empatia e naturalmente tem como resultado o vínculo afetivo. Dessa forma, o canal do aprendizado para ensinar e aprender é aberto primeiramente pelo coração.

Precisamos de educadores que:

- tenham a sintonia de SERVIR;

- priorizem o RESPEITO e não regras e hierarquia;

- consigam olhar com profundidade e construir um VÍNCULO DE AMOR E CONFIANÇA;

- ajudem a combater O MEDO DE ERRAR, pois este é o grande bloqueio que não deixa as pessoas entrarem com curiosidade e prazer no processo de aprendizagem.

- acreditem que, ao ensinar e aprender, sempre partimos da CO-CRIAÇÃO e que a bagagem de experiências que cada um traz deve vir à tona para que haja envolvimento;

- trabalhem com leveza, criatividade e amor, pois os maiores ensinamentos chegam pelo EXEMPLO;

- valorizem o AUTOCONHECIMENTO, que é a base na qual construímos o nosso projeto de vida. 

Vamos começar o ano receptivos ao aprendizado que a vida sabiamente coloca à nossa frente por meio das circunstancias e pessoas que não chegam ao acaso, mas que atraímos porque existe algo que precisamos aprender juntos.

E que possamos ser felizes!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

2015



Para inovar em 2015, nós nos inspiramos...

- Na própria história do ESPAÇO EDUCACIONAL, que foi criado com uma missão: olhar o ser humano em primeiro lugar e ajudá-lo a aprender com produtividade e prazer;

- No site PORVIR, que nos trouxe tudo que aconteceu de inovador na área de educação no mundo todo;

- Na SCHOOL OF LIFE que nos mostrou que deveríamos ensinar a arte de viver e que todo mundo é especialista em sua própria experiência;

- No EMPREENSERSE e na LABORIOSA 89 de Oswaldo Oliveira, que nos permitiu vivenciar o aprendizado em rede, descobrir nossa intenção de vida, usar nossas habilidades para fazer acontecer os projetos do nosso coração com o intuito de atender as necessidades da rede, pois todos somos um.;

- Nos princípios da HUNA, filosofia havaiana que nos mostra que em tudo há movimento (HU) e quietude (NA), objetivo e subjetivo, luz e sombra. Enfim, dualidade;

- Nos novos projetos que chegaram até o Espaço Educacional pedindo colaboração como: o Projeto Desde Pequeno, para formar a cultura de doação na criança a partir da educação financeira, educação política e cidadania; o Projeto Ismart Online, em que ajudamos na elaboração de conteúdo sobre as competências socioemocionais; e muitos outros que só nos agregaram conexões, experiências e aprendizado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Projeto Recomeçar



Quantas vezes em nossa vida precisamos desconstruir algo para construir de novo de forma diferente? 
Inúmeras vezes. Isso faz parte do processo de aprendizagem de cada pessoa que tem seu ritmo e sua forma de lidar com os problemas que acontecem em sua vida, errando e acertando, fazendo do seu jeito, apesar do que os outros pensam e falam (família, amigos, escola, religião).

E quantas vezes, em determinadas situações, nos sentimos excluídos e ficamos com medo de não dar conta e de não ser bom o suficiente?

Acredito que todos nós passamos por isso e experimentamos esse sentimento em alguma situação.

Só que sempre é possível recomeçar, corrigir a rota, fazer novas escolhas e experimentar novas maneiras de solucionar problemas.

Para recomeçar temos que desconstruir nossos medos e os rótulos que recebemos durante a vida (preguiçoso, desligado, mal-educado, insensível, agitado)

Nós somos, portanto, o ponto de partida. Daí a importância do autoconhecimento.

A curiosidade, o “brilho nos olhos” é outro ingrediente importante para recomeçar o processo do aprender, pois sem motivação não há envolvimento e sem envolvimento não existe aprendizado.

Outro elemento essencial é a interação, em que fazemos o exercício de aprender a colaborar e a compartilhar

Sempre podemos utilizar nossas habilidades para ajudar alguém e a sensação de ser útil é muito gratificante.

Quando compartilhamos o que fazemos com outras pessoas o efeito se multiplica, pois juntos somos mais. Mais fortes, mais eficazes, mais eficientes e, principalmente, mais felizes.

Por isso, acredito em uma educação para a vida, pois é ela que nos prepara para enfrentar o nosso dia a dia e resolver problemas da comunidade em que vivemos de forma eficaz e colaborativa.

Essa é a fundamentação, a base na qual nos apoiamos para construir o Projeto Recomeçar que tem como objetivos:

- trabalhar o autoconhecimento para ajudar a criança ou o jovem a conquistar autoestima, autoconfiança e maturidade;

- despertar o prazer em aprender, a curiosidade e a motivação para utilizar o conhecimento na resolução de problemas de forma inovadora;

- preparar o estudante para desenvolver a empatia, aprendendo a se relacionar e interagir com as pessoas de forma colaborativa e inclusiva.

Como fazemos isso acontecer?

- Personalizando o aprender por meio da ferramenta Perfil Cognitivo;

- Formando o vínculo afetivo para trabalhar atitudes ou competências socioemocionais;

- Preparando o professor para aprender e ensinar;

- Explorando recursos motivacionais presenciais e virtuais;

- Colocando o ser humano em primeiro lugar.


História do Projeto Recomeçar

Nos últimos anos, o número de estudantes com bloqueio no processo de aprendizagem que chegam ao Espaço Educacional vem aumentando consideravelmente. Esses estudantes chegavam ao EE por vários motivos: 

- Porque apresentavam sintomas físicos (fobia, depressão, síndrome do pânico) que sinalizavam no corpo o estado emocional e não conseguiam frequentar a escola;

- Porque já haviam perdido mais de um ano escolar e estavam defasados em relação à faixa etária, ao conteúdo de séries anteriores e, consequentemente, não se sentiam inseridos no ambiente escolar;

- Porque, por praticar algum esporte como futura profissão, não possuíam tempo hábil para acompanhar as exigências e o ritmo da escola regular;

- Porque procuram algo inovador fora do contexto escolar padrão.

Sempre acolhemos esses estudantes e fizemos um trabalho individualizado com o objetivo de resgatar o brilho nos olhos, a autoestima e conteúdo que ficou perdido pelo caminho da vida escolar até que saísse daqui direcionado.

Criação do Projeto Recomeçar

Há quatro anos, criamos uma estrutura e demos o nome Projeto Recomeçar para que os estudantes frequentassem o EE com uma carga horária de 4,5h por dia, com aulas individuais, em duplas e em grupo.

Diploma

Esses alunos conseguiam o diploma do Ensino Fundamental com um supletivo à distancia ou com a prova do ENCEJA e os do Ensino Médio a partir do ENEM. No entanto, o diploma era só para formalizar a conclusão, pois o trabalho de resgate era o nosso diferencial. Para 2015, vamos dar o diploma!

Construção de projetos personalizados com a equipe

Sempre trabalhamos construindo os projetos em conjunto a partir das necessidades de cada estudante e do grupo, discutindo em uma reunião semanal os resultados (dificuldades e conquistas), em que reorientamos o projeto para alcançar o que nos propusemos nos aspectos: comportamental, cognitivo, e emocional.

Autoconhecimento

O autoconhecimento sempre teve um espaço garantido no projeto, pois essa sempre foi a tônica de nosso trabalho que tem como resultado maturidade e autoconfiança. Nas aulas também é desenvolvido um projeto de Orientação Vocacional.

Perfil Cognitivo e personalização do trabalho

O Perfil Cognitivo tem sido uma ferramenta de autoconhecimento que nos permite personalizar o trabalho apresentando técnicas de estudo adequadas ao estilo de aprendizado de cada um, trabalhar o equilíbrio entre os hemisférios cerebrais (razão x emoção) e explorar as áreas de interesse por meio das inteligências predominantes.

Os alunos são os professores


Na ultima sexta-feira do mês, os estudantes dão aulas para a equipe do EE sobre os assuntos que escolheram. Essa atividade desenvolve a comunicação, a autoconfiança e propicia um momento de interação e descontração entre todos de forma produtiva e prazerosa. 





Visitas interativas, inovação e experimentação


Neste ano, fomos visitar a Fab Lab do Insper e os alunos tiveram a oportunidade de conhecer o que existe de mais moderno no mundo da tecnologia como a máquina de impressão em 3D, entre outras. Também realizamos visita à USP para conhecer a biblioteca e à exposição de Leonardo da Vinci.



Parcerias para 2015


Parceria com o CNE ( Colégio Nova Educação) que funciona no modelo da Escola da Ponte em Portugal para troca de experiências e realidades diferentes.

Parceria com o projeto Escola de Rua para ampliar as experiências e ter contato com realidades diferentes.

Inovação


A cada semestre ou ano, vamos incluindo atividades que achamos importantes, novos recursos e ferramentas de autoconhecimento para o projeto e, até hoje, nunca um ano foi igual ao anterior.

A equipe de professores e a direção participaram da Jornada da Inovação e Design Thinking Weekend para se atualizar e participar do Projeto Transformação no ultimo semestre deste ano, que contou com a participação de alunos, professores e funcionários com o intuito de pesquisar quais as mudanças que precisariam acontecer para a construção do ano de 2015 no EE.