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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Educação Emocional: O aprendizado da bicicleta sem rodinhas


O meu principal objetivo neste momento é levar a Educação Emocional à família e à escola. O texto que compartilho hoje é uma reflexão de uma mãe sobre a conquista da autonomia do filho. Já passou por algo parecido? Confira:

O aprendizado da bicicleta sem rodinhas
Texto de Priscilla Almeida, publicado no site Parents Like Me

Eu sempre achei que para ser presente na vida dos meus filhos tinha que participar ativamente de todas as etapas da vida, como dar a primeira papinha, ajudar a andar, ensinar a andar de bicicleta. E confesso que levaram-se uns 3 anos para eu amadurecer a minha participação na vida de cada um.

Quando o Miguel começou a andar, ele queria andar sozinho, agarrava-se no sofá ou qualquer coisa que estava a sua frente para sentir as pernas tocarem o chão, até encontrar o seu próprio equilíbrio. Eu queria tanto participar daquele momento que prontamente já pegava a mãozinha dele e dizia como deveria andar.

Não imaginava que equilíbrio não dá para ensinar, precisa-se sentir. Ele já sabia disso! Ficava nervoso quando interrompia o processo dele de caminhar com as próprias pernas e eu imatura me distanciava frustrada sentindo que não era boa o suficiente.

Por muitas vezes, quando ele caiu no chão e me procurava para ajudá-lo, eu apenas o repreendia, dizendo: “Filho, você caiu porque não quis a minha ajuda”.

O tempo foi passando e fui percebendo que meus filhos tinham uma forma pessoal de vivenciar as suas experiências e que não eram as mesmas que a minha. Eu precisava lapidar a minha forma de significar a minha participação na vida deles como mãe. Incentivá-los a superar os desafios sozinhos, se assim o queriam, porém deixar um canal aberto para que pudessem compartilhar comigo as alegrias e tristezas.

Aos 4 anos, Miguel ganhou um patinete. Me perguntou como faria para usá-lo e no meio da minha explicação, que ele não prestou atenção, parou para observar um amigo no parque no patinete e foi imitá-lo. Deu certo e comemorei junto com ele. Idas e vindas, veio uma queda e um choro.

Cheguei perto e ele me repreendeu: “já sei o que você vai falar, que eu não pedi a sua ajuda e por isso eu caí”. Confesso que foi um misto de sentimentos na hora em que ouvi. De tristeza porque ele já estava condicionado a ser repreendido por mim e de alegria, porque era a primeira vez que eu de fato não estava indo repreendê-lo e sim me colocar a disposição para ajudá-lo como ele queria.

Ao relatar esta história, eu posso lembrar com nitidez a emoção do abraço dele ao perceber que eu estava ali sem julgá-lo, apenas para apoiá-lo. Inconsciente neste momento eu percebi que o meu papel de mãe era estar presente e compreendê-lo nas mais diversas experiências que a vida proporcionaria.

No dia 22 de maio, ele completou 6 anos de idade e colocou na cabeça que iria aprender a andar de bicicleta sem rodinhas. Meu marido e eu começamos a arquitetar quais os lugares levá-lo, se tiraríamos primeiro uma das rodinhas para ele acostumar e depois ficaria sem as duas, e por aí vai. Ao mesmo tempo, deixamos fluir.

Sexta feira passada fomos ao parque. Todas as crianças brincando nos brinquedos, ele senta na grama próximo a pista e começa a observar os que passeavam de bicicleta. Investiu alguns minutos. Pedia para os amigos pararem a bicicleta para saber o que faziam com as mãos e os pés ao frear. Pediu à uma amiga emprestar a bicicleta e ela se prontificou a empurrá-lo para pegar impulso.

Escutei o meu coração e permaneci no mesmo lugar, só observando lindamente a forma dele tentar andar de bicicleta. Uma, duas, três, dez vezes tentando encaixar os pés nos pedais para movimentá-los, mas sem sucesso. Parou novamente, chega um amigo mais próximo caminhando e ele pede para o amigo andar calmamente na frente dele com intuito de entender como pedalava.

Chama a amiga novamente, pega a bicicleta emprestada e mais um empurrão. Cambaleando de um lado e de outro, frio na barriga, ele encaixa os pés no pedal, movimenta-os em círculos, abra um sorriso imenso no rosto, grita “mãe” e começa a andar de bicicleta.

Por alguns segundos pensei que não havia o ajudado em nenhum momento, mas depois pensando bem, o ato de ter administrado a minha ansiedade, ter escutado meu coração e dado a liberdade para ele aprender do jeito dele, foi a minha melhor participação. Levantei-me, ele abaixou o rosto com um sorriso que não se continha e, eu disse: “estou muito feliz por sua conquista e mais por estar ao seu lado agora”. E nos abraçamos orgulhosos de nossas atitudes.

Eu aprendi que participar muitas vezes é estar presente sem interferir, sorrir com os olhos reforçando que está feliz pela conquista dos meus filhos e buscar compreender a autonomia que eles necessitam para vivenciar o mundo. Também aprendi que muitas respostas que eu busco estão todas ao meu redor, esperando somente eu observá-las com mais atenção e intenção clara.


Sobre mim - Jamile Coelho 
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br. Contato: (11) 94171-4477, jamile.coelho6 (Skype) e jcoelho@espacoeducacional.com.br.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Perfil Cognitivo: Teste de autoconhecimento é uma mapa do seu potencial


O teste online do Perfil Cognitivo (clique aqui para fazer o teste gratuito) já foi realizado por mais de 6 mil pessoas! A ferramenta alcançou homens e mulheres de todas as faixas etárias, de quase todos os Estados do Brasil e até de outros países. A proposta é difundir o AUTOCONHECIMENTO e empoderar cada um de vocês.

A análise do banco de dados do teste foi realizada por Isabel Villalobos em novembro do ano passado. A primeira visão que o gráfico abaixo nos traz é que todos temos um potencial em todas as áreas do perfil, ou seja, o resultado não é um rótulo, mas um potencial em movimento. Esse potencial é desenvolvido a partir das experiências que, com sabedoria, a vida nos traz.

Confira as conclusões obtidas a partir da comparação entre os resultados de homens e mulheres:



- Nos estilos de aprendizagem, os homens são mais auditivos que as mulheres e, nos estilos de raciocínio e comportamento, são mais lógicos e habilidosos

-Nos estilos de aprendizagem, as mulheres são mais visuais e sinestésicas e, nos estilos de raciocínio e comportamento, elas são mais interativas e organizadas. 

- Vale destacar que homens e mulheres têm em comum um estilo predominante do lado esquerdo e outro do lado direito do cérebro, demonstrando potencial para aprender a resolver problemas acessando o aspecto racional (LE), que nos conecta com a realidade que nos rodeia, e o aspecto emocional (LD), que nos conecta com o nosso mundo interno e de outras pessoas. Aprender a transitar pelos hemisférios cerebrais na solução de problemas, equilibrando razão e emoção, é um exercício que desenvolve a Inteligência Emocional.


Sobre Isabel Villalobos - responsável pela análise do banco de dados do Perfil Cognitivo
Engenheira agrônoma de formação, trabalhou mais de 20 anos com avaliações de impacto ambiental. Há 18, guinou sua atuação para educação, área na qual obteve seu doutorado pela Universidade de São Paulo. 

Sobre mim - Jamile Coelho 
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br. Contato: (11) 94171-4477, jamile.coelho6 (Skype) e jcoelho@espacoeducacional.com.br.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Perfil Cognitivo: Teste de autoconhecimento analisa estilos de aprendizagem


O teste online do Perfil Cognitivo (clique aqui para fazer o teste gratuito) já foi realizado por mais de 6 mil pessoas! A ferramenta alcançou homens e mulheres de todas as faixas etárias, de quase todos os Estados do Brasil e até de outros países. A proposta é difundir o AUTOCONHECIMENTO e empoderar cada um de vocês.

A análise do banco de dados do teste foi realizada por Isabel Villalobos em novembro do ano passado. Um dos detalhes analisados é a evolução ao longo da vida dos Estilos de Aprendizagem (visual, auditivo e sinestésico). Descobrir qual é o seu estilo predominante pode tornar seu aprendizado mais produtivo e prazeroso, bem como adequar a forma de ensinar e transmitir informações para outras pessoas com mais eficácia e personalização. Confira:

Conclusão: O estilo visual (aprende pela visualização da informação) é o predominante no grupo estudado, seguido por sinestésico (aprende fazendo) e, por fim, auditivo (aprende ouvindo). Os três, comparados no decorrer da vida, apresentam épocas de pico de crescimento e, no final, decrescem. Como são associados aos órgãos dos sentidos e existe uma perda gradativa no decorrer da vida, esse gráfico confirma algo que já sabemos. 


Sobre Isabel Villalobos - responsável pela análise do banco de dados do Perfil Cognitivo
Engenheira agrônoma de formação, trabalhou mais de 20 anos com avaliações de impacto ambiental. Há 18, guinou sua atuação para educação, área na qual obteve seu doutorado pela Universidade de São Paulo. 

Sobre mim - Jamile Coelho 
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br. Contato: (11) 94171-4477, jamile.coelho6 (Skype) e jcoelho@espacoeducacional.com.br.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Perfil Cognitivo: Teste de autoconhecimento analisa inteligências múltiplas


O teste online do Perfil Cognitivo (clique aqui para fazer o teste gratuito) já foi realizado por mais de 6 mil pessoas! A ferramenta alcançou homens e mulheres de todas as faixas etárias, de quase todos os Estados do Brasil e até de outros países. A proposta é difundir o AUTOCONHECIMENTO e empoderar cada um de vocês.

A análise do banco de dados do teste foi realizada por Isabel Villalobos em novembro do ano passado. Um dos detalhes analisados é a evolução ao longo da vida das Inteligências Múltiplas, que que quebram o paradigma do que é ser inteligente, ampliando esse conceito e identificando as áreas de interesse em que estão localizados os talentos e habilidades de cada pessoa e de um grupo. Elas são linguística ou verbal, lógico-matemática, visoespacial, sonora ou musical, cinestésico ou corporal, intrapessoal, interpessoal e naturalista. Confira:

- A inteligência interpessoal é a que inicia e termina no patamar mais alto, mostrando que a necessidade de relacionamento é inerente ao ser humano em todas as etapas da vida.

- A inteligência intrapessoal cresce gradativamente e termina no melhor patamar, mostrando o quanto o autoconhecimento é fundamental para o ser humano em todas as etapas da vida, principalmente na maturidade.

- A inteligência linguística ou verbal, que representa nossa comunicação oral e escrita, também apresentou um crescimento continuo e só teve uma queda a partir dos 65 anos.

- As quatro inteligências predominantes deste grupo são: interpessoal, intrapessoal, linguística ou verbal e naturalista

- A inteligência sonora ou musical começa num bom patamar e decresce muito no decorrer da vida.

- A inteligência visoespacial inicia e termina com o patamar mais baixo em relação a todas as outras inteligências e é a mais fraca inteligência do grupo estudado.

Conclusão: As inteligências intrapessoal (autoconhecimento) e interpessoal (relacionamento e empatia) são as únicas que apresentam um crescimento contínuo no decorrer da vida e são as predominantes deste grupo de estudo. Elas formam a inteligência emocional

Este estudo comprova que o brasileiro tem um bom potencial para desenvolver a inteligência emocional e o quanto as inteligências intra e interpessoal interferem em todas as etapas de nossas vidas.


Sobre Isabel Villalobos - responsável pela análise do banco de dados do Perfil Cognitivo
Engenheira agrônoma de formação, trabalhou mais de 20 anos com avaliações de impacto ambiental. Há 18, guinou sua atuação para educação, área na qual obteve seu doutorado pela Universidade de São Paulo. 

Sobre mim - Jamile Coelho 
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br. Contato: (11) 94171-4477, jamile.coelho6 (Skype) e jcoelho@espacoeducacional.com.br.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Dia dos Namorados: Faça o teste e assista ao vídeo sobre as cores do cérebro para casais


Hoje é Dia dos Namorados! Vamos fazer um exercício de autoconhecimento e falar sobre relacionamento e cores do cérebro?

Nós temos dois hemisférios cerebrais. No lado esquerdo (mais racional), apresentamos duas cores: amarela (estilo organizado) e verde (estilo lógico). O lado direito (mais emocional) traz as cores azul (estilo interativo) e laranja (estilo habilidoso). Temos um pouco de cada cor, mas algumas são predominantes, indicando os estilos de raciocínio e comportamento de cada um. 

É muito interessante saber qual é a nossa predominante e a da pessoa com quem convivemos. Isso torna o relacionamento mais saudável, porque ajuda a resolver conflitos juntos e a harmonizar. 

Convido você a fazer o TESTE AQUI (parceria com a Parents Like Me) para saber qual é a sua cor predominante e, então, assistir ao vídeo abaixo, em que explico como cada cor funciona:






Sobre mim - Jamile Coelho 
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br. Contato: (11) 94171-4477, jamile.coelho6 (Skype) e jcoelho@espacoeducacional.com.br.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Perfil Cognitivo: Ferramenta de autoconhecimento analisa estilos de raciocínio e comportamento


O teste online do Perfil Cognitivo (clique aqui para fazer o teste gratuito) já foi realizado por mais de 6 mil pessoas! A ferramenta alcançou homens e mulheres de todas as faixas etárias, de quase todos os Estados do Brasil e até de outros países. A proposta é difundir o AUTOCONHECIMENTO e empoderar cada um de vocês.

A análise do banco de dados do teste foi realizada por Isabel Villalobos em novembro do ano passado. Um dos detalhes analisados é a evolução ao longo do da vida dos estilos de raciocínio e comportamento. Confira:


O estilo interativo (relacionado ao lado direito do cérebro), que apresenta um comportamento mais emocional e intuitivo na resolução de problemas, é o que mais se desenvolve de forma gradual e contínua no decorrer da vida e de forma mais acentuada na maturidade, a partir dos 50 anos. 

O estilo habilidoso (lado direito do cérebro), que apresenta um comportamento não-linear, com flexibilidade e criatividade na resolução de problemas, é acentuado na adolescência, tem uma queda na idade adulta e desenvolve-se novamente na maturidade. 

O estilo organizado (lado esquerdo do cérebro), que apresenta um comportamento linear, caracterizado por análise e planejamento na resolução de problemas, aparece com um aumento significativo nas primeiras décadas de vida e depois um decréscimo acentuado a partir da maturidade. 

O estilo lógico (lado esquerdo do cérebro), que apresenta busca do conhecimento e de estratégias para resolução de problemas, começa alto na adolescência e depois vai tendo uma queda gradual da idade adulta até a maturidade. 

Conclusão: Os dois estilos de raciocínio e comportamento do Lado Direito do Cérebro, que correspondem ao lado mais emocional e intuitivo, apresentam um crescimento no decorrer da vida. E os dois estilos do Lado Esquerdo do Cérebro, que correspondem ao lado mais racional, decrescem no decorrer da vida.


Sobre Isabel Villalobos - responsável pela análise do banco de dados do Perfil Cognitivo
Engenheira agrônoma de formação, trabalhou mais de 20 anos com avaliações de impacto ambiental. Há 18, guinou sua atuação para educação, área na qual obteve seu doutorado pela Universidade de São Paulo. 

Sobre mim - Jamile Coelho 
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br. Contato: (11) 94171-4477, jamile.coelho6 (Skype) e jcoelho@espacoeducacional.com.br.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Você está aberto a aprender com seus filhos? Assista ao vídeo!

Esqueça a ideia de que pais só ensinam e filhos só aprendem. Você está aberto a aprender com seus filhos? Nesta semana, dei dicas de como podemos fazer isso criando cumplicidade com eles.

Para se tornar pai ou mãe aprendiz, a pessoa precisa estar motivada a viver o novo. E buscar o autoconhecimento, sendo capaz de olhar para si mesmo por dentro e tomar consciência de suas habilidades e fragilidades. Assim, é possível observar as situações que acontecem na família, perceber se entra em padrões repetitivos e, então, achar maneiras diferentes de lidar no dia a dia.  

Convido você a assistir ao vídeo abaixo sobre o assunto, feito em parceria com a Parents Like Me



Sobre mim - Jamile Coelho 
Sou consultora de projetos educacionais e sempre acreditei em educação para a vida, autoconhecimento e inovação. Confira minha história e meu trabalho no site www.jamilecoelho.com.br. Contato: (11) 94171-4477, jamile.coelho6 (Skype) e jcoelho@espacoeducacional.com.br.